O que é Tumor de Fígado

A cada ano, perto de 1,5 milhão de novos casos de câncer de fígado são registrados no mundo. No Brasil, nesse período, a incidência vem aumentando em torno de 2 a 3 mil novos casos. As doenças hepáticas são provenientes de hepatites B e C, alcoolismo, aflotoxinas (encontrada nos amendoins contaminados) e outros agentes tóxicos, além de doenças raras. 

 O câncer de fígado é a complicação mais grave e freqüente nos portadores de cirrose, como o autônomo Valdomiro Batista, de 60 anos de idade. O problema foi detectado há pouco tempo,  “Descobri a cirrose há cinco anos, provavelmente por ter preferência por bebidas destiladas, mesmo em pequenas doses e esporadicamente”, acredita. Batista sofre agora com o câncer no fígado e está lutando contra ele.

 Quando descobriu a doença, os médicos optaram pela quimioembolização. Com isso, o tumor, que tinha 2,5 centímetros  já começou a diminuir. Batista deve passar ainda por outros procedimentos de radiologista intervencionista, como a ablação por radiofreqüência.

 Para este tipo de tumor, a técnica de quimioembolização hepática é uma opção a ser considerada pelos médicos devido aos bons resultados obtidos nos tratamentos. “Pelo sistema de catéter, é injetada uma combinação de medicações quimioterápicas diretamente nos vasos sanguíneos para tratar as células cancerígenas.

  Além disso, são injetadas pequenas partículas para bloquear as artérias que alimentam o tumor, tudo através de uma pequena incisão de 2mm na virilha”, explica Alexander Corvello.

Já a ablação por radiofreqüência destrói o tumor. O método consiste na introdução de uma agulha que conduz um estímulo de impedância, semelhante ao microondas, diretamente no tumor, “queimando” e destruindo as células afetadas pelo câncer (confira o gráfico). Todo o procedimento é monitorado por aparelhos de última geração.

Quando diagnosticada precocemente, as possibilidades de cura da doença são positivas, mas, na maioria dos casos, quando os tumores estão em estados mais avançados, a cura se torna mais difícil. “A quimioembolização pode melhor a qualidade de vida do paciente, além de reduzir lesões e diminuir as dores, aumentando a sobrevida”, esclarece o radiologista intervencionista.
Além de proporcionar mais bem-estar para o paciente, o procedimento é uma forma de tentar conter o tumor, evitando que ele se espalhe para outras áreas através do sistema linfático ou sangüíneo.

 

 De acordo com o especialista, a maioria das metástases ocorre nos pulmões e nos ossos. “Esse tipo de câncer é agressivo e se espalha rapidamente para outros órgãos, por isso, é preciso atenção para o problema, pois a maioria dos casos pode não apresentar sintomas até que o tumor cresça e se espalhe pelo organismo”, completa o médico.