O que é Mioma

  Mioma é um tumor sólido de tecido muscular e caráter benigno que na fase reprodutiva da vida, isto é, na fase em que menstruam e podem engravidar, contudo, a idade de incidência mais elevada é a quarta década de vida. Estudos revelam que a maior incidência desse tumor ocorre em mulheres negras, naquelas que ainda não engravidaram e em mulheres que possuem condições nas quais resultam em um elevado nível sanguíneo de estrogênio.É também nessa fase que os sintomas se manifestam, embora haja casos absolutamente assintomáticos.

   Sabe-se que o mioma origina-se de uma única célula que inicia uma multiplicação desordenada. Deste modo, acredita-se que haja uma causa genética para o surgimento deste. Seu crescimento está diretamente ligado à ação do estrogênio, por isto explica o seu desenvolvimento durante o período reprodutivo da vida da mulher, a sua ausência anteriormente à puberdade e a diminuição de tamanho após a menopausa. Qualquer fator que eleve o nível de estrogênio pode influenciar diretamente no tamanho do mioma.

  Classificação dos miomas

  Conforme sua localização no útero, sabemos que:

  Mioma submucoso: desenvolve-se logo abaixo do miométrio (camada que recobre a parede interna do útero). Este tipo de mioma alcança o interior da cavidade uterina, podendo abranger grande parte da mesma.
  Mioma subseroso: cresce logo abaixo da serosa (camada responsável por recobrir a superfície uterina externa). Este tipo de mioma confere uma aparência nodular ao útero.
  Mioma pediculado: estes são subserosos que crescem e destacam-se do útero, permanecendo ligado ao mesmo por meio de um delgado cordão, denominado pedículo. Este tipo de mioma pode crescer tanto para dentro quanto para fora da cavidade uterina.
  Mioma intramural: desenvolvem-se no interior da parede muscular uterina. Quando grandes, podem alterar o formato da parede externa ou interna do útero.

  Sua apresentação pode se dada  isoladamente ou em números variados;, como também  tamanhos diversos.

  Como já falado, estes podem ser sintomáticos ou assintomáticos. A grande maioria é diminuto e assintomático. Quando estes levam a manifestações clínicas,  geralmente se enquadram em algum dos sintomas abaixo:

  • Dor no período menstrual;
  • Dor durante as relações sexuais;
  • “Pressão” no ventre;
  • Sangramentos anormais;
  • Sensação de peso na barriga;
  • Aumento na frequência urinária;
  • Crescimento anormal do abdome;
  • Problemas reprodutivos;
  • Cólicas intensas.

   A constação do diagnóstico, dá-se através de exames de imagem como ultrassonografia e a ressonância magnética.

 

Dr Alexander Ramajo Corvello