Mioma Uterino A embolização das artérias uterinas proporciona uma melhor qualidade de vida, mais saúde e disposição às mulheres que têm miomas. A técnica controla os sintomas, como hemorragias e dores, que são tão comuns para quem sofre com o problema. A embolização das artérias uterinas proporciona uma melhor qualidade de vida, mais saúde e disposição às mulheres que têm miomas. A técnica controla os sintomas, como hemorragias e dores, que são tão comuns para quem sofre com o problema. O médico Alexander Ramajo Corvello, radiologista intervencionista do Instituto de Radiologia Intervencionista (Inrad), explica que o procedimento é seguro e eficaz, pois consiste na obstrução do fluxo sanguíneo das artérias que nutrem o útero. Ivone já havia contado a sua história na 15o edição da Revista Corpore. Ela lembra que sentiu a diferença logo no primeiro mês após a cirurgia. O seu útero havia dobrado de tamanho e nos períodos menstruais, ela tinha hemorragias. “O fluxo sanguíneo era tão intenso que me impossibilitava de sair de casa. Ainda bem que isso ficou para trás na minha vida”, completa. “A embolização uterina pode trazer vantagens para as mulheres. A maior delas é a preservação do útero, um órgão importante, associado à feminilidade. Além disso, aumenta em até 30% a possibilidade de gravidez em casos seletos de infertilidade devido aos miomas”, ressalta o médico. Vitória da medicina e da tecnologia A funcionária pública federal Mirian Gonçalves Pereira, de 42 anos, teve três abortos consecutivos. As gestações eram interrompidas logo no início. “Eu descobri po meio de exames que eu perdia os bebês por causa de miomas uterinos. Isso aconteceu em 2002. O médico, na época, me disse que a única saída era a retirada do meu útero, por que os miomas estavam afetando a minha saúde. A notícia caiu como uma bomba na minha cabeça. Era o fim do sonho de ter mais um filho”, lembra Mirian. Quando a funcionária pública já se preparava para dar entrada na documentação para a retirada do útero, uma amiga soube da embolização uterina e lhe indicou. Para ela, foi a melhor coisa do mundo naquele momento, pois não iria mais ficar sem o útero. “ Fiz a intervenção e deu tudo certo. Os miomas foram regredindo muito com o tempo. Os sintomas de mal-estar melhoraram e as hemorragias também pararam. O mais incrível foi a notícia de uma nova gravidez, um acontecimento que eu nem esperava mais, mas aconteceu e deu tudo certo, tanto que hoje o Luiz Felipe já está com 4 anos e eu, sem nenhum problema no meu útero”, comemora. Um outro exemplo de final feliz é o da assistente contábil Ivone dos Santos, de 40 anos. Ela também engravidou um ano depois de ter feito a embolização uterina. “Não tenho nem palavras para expressar a minha grande felicidade. Considero a minha gestação um presente de Deus”, comemora Ivone. Os miomas foram descobertos justamente quando ela tentava engravidar. Por não conseguir, procurou ajuda médica. “Depois de fazer alguns exames específicos, o médico me mostrou os miomas que tinha no meu útero. Quando vi, entendi na hora porque não engravidava”, conta. Depois do tratamento com o Dr. Corvello, a tão sonhada gravidez aconteceu, mesmo ela não acreditando mais nessa possibilidade. “Hoje, eu me sinto duplamente feliz. Primeiro por ter preservado o meu útero e segundo por ter engravidado de Ana Clara”, enfatiza a assistente contábil. Tratamento do Mioma sem retirar o Útero A possibilidade de retirar o útero, para muitas mulheres, é sinônimo de grande preocupação, pois muitas associam o seu órgão à fertilidade. Além disso, a solução pode abalar psicologicamente a mulher na sua mais marcante essência: a feminilidade. A embolização (que implica na obstrução do fluxo sangüíneo das artérias que nutrem o útero), dentro de suas indicações específicas, é uma das alternativas para as pacientes que querem tratar o problema sem optar pela retirada do órgão. “Foi o caso de Ivone”, esclarece o especialista, que a atendeu durante todo o tratamento. Para o médico, é importante a mulher sempre se submeter a exames de rotina, pois os miomas são detectados através de equipamentos de ultrasonografia. O médico alerta que em muitos casos os miomas surgem de forma silenciosa, sem provocar sintomas. As causas do surgimento dos miomas ainda não são completamente conhecidas, mas acredita-se que a predisposição genética pode ter alguma influência na sua incidência. O tamanho dos miomas pode variar de um a dez centímetros e são mais freqüentes em mulheres com faixa etária entre 30 e 40 anos, período em que acontece a maior fertilidade e em que existe maior quantidade do estrogênio no organismo. Como é a técnica de embolização do Mioma A embolização do mioma no útero é um tratamento minimamente invasivo que não precisa de pontos. O médico faz um corte de no máximo dois milímetros na região da virilha, por onde introduz um fino tubo até as artérias uterinas, que irrigam os miomas. Depois de localizá-las, injeta micro partículas plásticas por dentro do tubo para obstruir essas artérias. Com isso, os nutrientes não chegam aos miomas, que não crescem mais. A técnica é não-cirúrgica e dura em média uma hora. De acordo com o médico radiologista intervencionista a técnica não interfere nas funções normais do útero, que passa a receber nutrientes através das circulações colaterais que o mantêm saudável. A ato da embolização uterina é indolor, pois não há terminais de dor no interior das artérias. O material utilizado para obstrução das artérias não provoca rejeição. O produto sintético é usado há mais de 20 anos na medicina. A técnica é realizada por Radiologistas Intervencionistas. A paciente é monitorada durante o tempo todo por equipamentos modernos de raios-X de alta resolução que permitem uma excelente visualização das imagens obtidas e grande segurança. A Embolização é utilizada desde a década de 70, para diminuir o sangramento incontrolável no pós-parto, tratamento de tumores malignos (câncer), aneurismas e em hemorragias nas mais diversas partes do corpo. “A embolização pode ser utilizada com técnicas associadas, como, por exemplo, a cirurgia de miomectomia, uma outra técnica que preserva o útero e que quando usada simultaneamente com a embolização elimina as hemorragias durante a operação de tumores, que são geralmente muito irrigados (vascularizados)”, finaliza Dr. Corvello. Saiba Mais
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