| Aneurisma de Aorta | | Imprimir | |
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O aneurisma de aorta abdominal (AAA) é uma doença degenerativa de extremos. O paciente corre o risco iminente de morte, se não tiver o problema diagnosticado a tempo. Ou fica curado, quando consegue monitorar a evolução e tem o tratamento adequado. O AAA é caracterizado pela dilatação da artéria aorta, a maior do corpo humano. O calibre normal é de 2 centímetros de diâmetro. A partir dos 3 centímetros, a dilatação já é considerada um aneurisma.
A incidência é maior em pessoas com mais de 60 anos. A média é de 6%, contra 4% na população em geral. Mas a maior parte dos pacientes só descobre o problema quando é tarde demais. Em 20 anos de profissão, o radiologista intervencionista Alexander Corvello, do Hospital Santa Cruz, só viu um paciente ser salvo com aneurisma roto. “Isso porque o sujeito estava dentro do hospital e a intervenção foi imediata”, conta.
O tratamento cirúrgico clássico do aneurisma de aorta abdominal é feito com a substituição da porção dilatada da aorta por uma prótese de poliéster, semelhante a um conduíte de fiação telefônica, que substitui o vaso sanguíneo e faz a ligação entre as artérias renais e as ilíacas. Além de invasiva, a cirurgia exige mais tempo de internação hospitalar e uma reabilitação mais demorada. O risco de complicações durante o período intra e pós-operatório, até 30 dias depois da cirurgia, também é alto. Chega a 10% em pacientes de risco. O radiologista intervencionista Alexander Corvello, do Hospital Santa Cruz, defende a aplicação da endoprótese em todo paciente com diagnóstico de aneurisma de aorta abdominal que tenha condições anatômicas para a realização da cirurgia, independente da idade. “O material está em constante evolução e tem vantagens sobre a técnica convencional”, defende. Osvaldo Caldarte, de 80 anos, foi o primeiro paciente do Sul do país a fazer a endoprótese, há dez anos, no Hospital Santa Cruz. Descobriu o AAA depois de duas paradas cardíacas, em 1993. Abalado com o diagnóstico de cardiopatia, Caldarte peregrinou por alguns consultórios até receber a proposta da cirurgia endovascular. Considera o médico que o operou um heroi. “Disso eu não morro mais”, comemora o aposentado. A saúde vai tão bem que há três anos Caldarte é o síndico do condomínio de 52 apartamentos, onde mora. “Ninguém quer assumir a função. Dou conta de tudo.” |